Confesso que eu me considerava um cara de sorte até o dia de hoje. Em 4 anos atuando como designer gráfico e web designer freelancer, nunca havia topado com um picareta.
Trabalhei com os mais diversos tipos de clientes: micro empresas, empresas de médio porte, profissionais autônomos, blogueiros, ONGs, etc. Nesse tempo todo, nunca assinei um único contrato. Nada contra, se em algum momento fosse solicitado, o faria sem exitar.
Mas em todos esses anos, tudo sempre correu muito bem com acordos informais, pelo telefone, e-mail, MSN.
Tudo “no fio do bigode”.

Isso até eu receber o contato do Sr. Vanderlei Feyth, editor de um pequeno site de notícias chamado SJP News. Na ocasião, ele solicitou um orçamento para adaptar um tema do Wordpress para as características de seu site.
Eu enviei o orçamento, e como contra-proposta, o tal Vanderlei ofereceu uma câmera Sony H10 com 6 meses de uso. Como o valor da câmera era compatível com o orçamento proposto, fizemos o acordo. Instalei o tema, configurei, instalei alguns plugins, além de fazer todas as modificações necessárias no layout.

Trabalho concluído, marcamos um encontro na semana seguinte, para realizar a entrega da câmera e finalização do negócio. Dois dias depois, o cliente aparece no GTalk informando que não poderia comparecer no dia, pois teria uma outra reunião. Comecei a sentir cheiro de mutreta no ar, mas levei na boa fé.
Pedi para remarcarmos para terça, ao que ele respondeu que também não poderia, pedindo para conversarmos novamente durante esta semana para marcarmos a dara correta. No decorrer desses dias, ele apareceu novamente no GTalk, dizendo que queria mais algumas modificações no tema, mas saiu sem dizer quais eram.
Até que hoje, dia 17/06, o sujeito aparece novamente informando que “desmanchou o negócio” com um suposto sócio e, como não usaria mais o tema criado, não pagaria pelo serviço. Simples assim.
Eu tentei argumentar de maneira educada, explicando que a decisão de encerrar o site era algo que só dizia respeito a ele. Eu já havia trabalhado vários dias no tema, deixando-o como solicitado. Minha “matéria prima” é meu tempo, e eu havia empregado uma quantidade considerável no site desse sujeito.
Apesar de vários argumentos, não houve acordo. Ele fugiu covardemente da conversa no GTalk e, minutos depois, apagou do FTP todos os arquivos do site: tema, área administrativa, tudo para não deixar rastro.
E foi assim que acabei tomando meu primeiro calote. Infelizmente, como não posso obriga-lo a pagar pelo serviço, só me resta fazer o alerta.
Cuidado designers gráficos e web designers! Guardem este nome: Vanderley Feith. Se um dia ele aparecer pedindo algum serviço, exijam pagamento adiantado.
Depois não digam que não avisei.

É lamentável, mas existe muita gente sem escrúpulos. Mas valeu pelo alerta. Nome registrado na galeria dos picaretas.
Comentário feito por laion — 28.07.2009 às 11:40 am
Esse tipo de pilantra tem que ser denunciado mesmo. Já é difícil viver de freela nesse país, e ainda aguentar esse tipo de mal caráter, é dose.
Gostei da idéia do banco de dados de pilantras. Seria ótimo ter alguma ferramenta assim para nos livrar desses vagabundos.
rsrs
Comentário feito por MarcioJR — 24.07.2009 às 11:08 pm
Pô, e eu que achava que “caloteiro” era algo quase que exclusivo dos paulistas.
Se vale de consolo, já tomei alguns calotinhos + pra mim, o pior mesmo é a canseira pra receber. Pois um número grande (pra não dizer enorme!!) faz de tudo, mas de tudo mesmo pra dificultar a hora de te pagar. Será que é só comigo? Já fiquei na mão por 5 clientes diferentes.Será também que eles combinaram rsrsrs
Comentário feito por Carolina — 13.07.2009 às 2:54 pm
Pilantra! Dá revolva ver esse tipo de coisa!
Comentário feito por Elisandro — 2.07.2009 às 7:59 pm
Cara tem gente ainda caindo na labia do Luis Justus. Nd contra Carlos mas acontece mesmo.
Minha ex-namorada trabalhou com ele tbm uns 3 anos atrás, o cara é o maior 171 de Curitiba. Tanto q pra quem conhece o cara sabe q a empresa dele é piada.
Agora podiamos fazer um banco de dados com essa galera né? Assim ninguem cai na labia deles mais.
Comentário feito por Paulo Cézar — 19.06.2009 às 2:43 pm
Outro caloteiro é o Luis Justus, da empresa Pontocom (www.somosinterativos.com.br).
Trabalhei na empresa durante 3 meses, no ano de 2008. Ele só pagou o primeiro mês. Está me devendo 2 mil reais até hoje. Depois descobri que ele já fez isso com diversas pessoas. Ou seja, 171 total! Se eles estiverem contratando, fujam!
Comentário feito por Carlos — 17.06.2009 às 8:10 pm
As vezes não há como escapar de caloteiro, 171, até nós advogados as vezes caímos nessa, mas a cada erro uma lição.
Comentário feito por Fernando Ungaretti — 17.06.2009 às 2:53 pm
é… eu já perdi até a conta!!!
façamos esse cadastro de maus pagadores de designers!
Abraço.
Comentário feito por fabio perroni — 17.06.2009 às 2:43 pm
Já tomei alguns calotes semelhantes na minha carreira de designer. Adorei sua atitude em denunciar esse tipo de canalha que usa da boa fé das pessoas em proveito próprio. Sou aqui de São José dos Pinhais e passarei essa informação para frente.
Comentário feito por Jack Rocha — 17.06.2009 às 1:58 pm